sexta-feira, 8 de março de 2019
O uso do cachimbo e as falas de Bolsonaro
terça-feira, 4 de setembro de 2012
terça-feira, 17 de julho de 2012
A influencia da alimentação no humor
quinta-feira, 21 de junho de 2012
O toquinho do elefante.
Um dos animais que mais gera fascínio nas pessoas são os elefantes por seu porte e força física. Mais impressionadas as pessoas ficam, pelo fato de como é possível “enquadrar” esses gigantes, que só em alimentação consomem por dia o peso de um homem adulto em folhagens.
Há milênios os habitantes do sul da Ásia e da África Central utilizam um método de domesticação com esses colossais quadrúpedes que poderíamos apelidar de “técnica do toquinho”. Ainda filhote, o elefante é amarrado a um pequeno resto de um tronco de árvore que fica ligado à terra, depois de cortada. O elefantinho ainda não tem força para vencer a resistência do toco e, assim não consegue se mexer por mais do que poucos metros. Naquele local ele é alimentado e adestrado, crescendo acostumado ao empecilho. Quando adulto, mesmo tendo força para arrancar uma árvore inteira pela raiz, ele se acredita, por “condicionamento”, incapazes de se soltar do “toquinho”.
É interessante quando ponderamos a respeito das pessoas , visto que cada um de nós a partir de certas condições e circunstâncias desenvolve estilos de pensamento e de comportamento. Os indivíduos pensam e atuam sempre em consonância a perspectiva que construem do mundo. Uma pessoa pode ter construído uma forma de enxergar os fatos de maneira pouco hábil. Daí ela não exercerá suas funções positivamente a si mesmas. É como se estivessem amarrada a toquinhos.
Quando uma pessoa procura ajuda profissional de Psicologia traz queixas que podem ser das mais variadas ordens: saudosismo além da conta, insistentes e infundadas idéias pessimistas, perda do apetite, dores corporais que não passam com o uso de remédios prescritos por médicos, sudorese excessiva em situações específicas e muitas outras. Muitas vezes sobre essas situações ela não ela consegue entender a causa imediata e nem por meio dos processos clínicos técnicos. São desconfortos ligadas ao que a pessoa sente sobre si mesma e sobre o seu mundo circundante.
O profissional psicólogo a atenderá buscando criar uma interação entre seus os pontos de vista e sua própria forma de ver o mundo. Entra ai também na mediação desse trabalho uma base teórica que pesquisa e explica muito do ser humano naquilo que lhe é mais caro: a forma de pensar e agir. A essa fundamentação teórica dá-se o nome de abordagem.
O suporte psicológico toma em consideração a versão que um cliente faz do seu universo e de si próprio. Uma das formas desse tipo de processo estará focada na compreensão daquela vida, dos seus entraves do momento buscando construir novas formas de trato daqueles desconfortos. Faz parte uma alteração de percepções, estados emocionais e de comportamento.
Não é mudar a essência da pessoa, mas sim vivificá-la.
A tempo, o pensador Mokiti Okada pontua em seus textos que os homens são mais eficazes quando aprende a prestar atenção aos exemplos que a Natureza nos dá.
Os elefantes atracados a toquinhos não mudam sua “perspectiva” em relação a sua vida uma vez que não dispoem da possibilidade de articularem suas emoções e suas ações.
Bem diferente dos elefantes ou mesmo do que diz a bela “Modinha para Gabriela” (Quando eu vim para esse mundo... Eu não atinava em nada... Eu nasci assim, eu cresci assim... E sou mesmo assim, vou ser sempre assim) as pessoas podem mudar sua maneira de sentir e agir sobre si e sobre o mundo. E neste sentido um suporte psicoterapêutico é sempre muito valioso.
quarta-feira, 30 de maio de 2012
Fumantes sofrem preconceito e estigma?
sexta-feira, 25 de maio de 2012
Uma odisséia corporativa chamada treinamento comportamental.
Em 1927 foi lançado pelo diretor e cineasta austríaco Fritz Lang o clássico Metrópolis. Cinqüenta anos depois, em 1977, foi lançado pelo americano George Lucas o primeiro longa metragem de nome “Guerra nas Estrelas”. Este filme deu origem a uma série de outras seis edições. Mais recentemente, em 2009, James Cameron lança Avatar , um filme grandioso sobre uma guerra entre habitantes da lua de Saturno (Pandora) e seres humanos extremamente desenvolvidos tecnologicamente. Esses filmes se assemelham por terem situações cheias de aventuras extraordinárias, quase dramáticas.
As empresas têm atravessado praticamente uma “saga cinematográfica” aos moldes dos filmes citados quando se analisa a suas estratégias para captar, suprir e reter colaboradores talentosos e adequados. Quando a esses movimentos adiciona-se o peso financeiro que é contratar um funcionário dentro das determinações legais da CLT, o cenário é de uma epopéia. Para ilustrar: no Brasil, um empregado chega a ter um custo mensal de 80% a mais do valor do seu contrato. Este custo pode variar até 187% a mais conforme ramo de atividade, convenções sindicais ou regime de apuração da empresa contratante. Não por outro motivo que muitas empresas de prestação de serviços, por exemplo, as grandes empresas de pesquisa de mercado, opinião e mídia, optam por contratar especialistas e entrevistados por projeto.
Infelizmente só o talento e a adaptabilidade de um funcionário não são suficientes para essa conexão seja proveitosa.
A esperança é que o comportamento do funcionário em relação à empresa, seus colegas, sua equipe, seus clientes e a concorrência seja “pra lá” de apropriado. E isso pode parecer fácil, entretanto não o é. Esta é razão pela qual as empresas têm, através de seus gestores de pessoas, investido pesado nos treinamentos, entre eles as capacitações comportamentais. Segundo a Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento (ABTD) o investimento no setor de treinamento por pessoa em 2012 deve ter um valor médio de R$4965,00 (levantamento feito juntos aos associados da instituição).
Esses números são muito interessantes uma vez que o Brasil é tido internacionalmente como um país de pessoas cordiais. Por tradição cultural, no Brasil se tem um fortíssimo vínculo parental que incentiva a “afetuosidade e a intimidade”. E ai mora um contrassenso. Os colaboradores brasileiros são apontados por empreendedores e gestores estrangeiros como funcionários que misturam o que é de caráter pessoal com o que é de natureza profissional.
Os treinamentos comportamentais são importante ferramenta de “re-educação” dos colaboradores. Ajudam a aprimorar a circulação da informação pró-ativa entre os funcionários de uma empresa. Capacitam a pessoa através de situações praticas e relacionadas ao ambiente no qual ela trabalha.
O trabalhador, quando bem aproveita um treinamento comportamental consegue melhor se apresentar dentro e fora da empresa. É um processo de ganho geral.
Okada, em trecho de um de seus textos sobre o desenvolvimento humano escrito em 1954, coloca que : “a simpatia é muito mais importante do que imaginamos, pois tem muita relação não só com o destino do indivíduo, mas também com a sociedade. Se alguém se tornasse simpático graças ao relacionamento com uma pessoa simpática e isso fosse se propagando continuamente, é óbvio que a sociedade se tornaria bastante agradável. Por conseguinte, diminuiriam os problemas... Não existe meio melhor do que esse, pois não requer dinheiro, não é trabalhoso e pode ser posto em prática imediatamente.”
Do filme “Os 300 de Esparta” tira-se uma súmula de trabalho de equipe: boa escolha de componentes para exercito, compreensão de missão e de objetivos. Ou seja, cada soldado lutava – bem treinando- a sua luta, mas tendo como foco a valorização e a sobrevivência de cada companheiro.
terça-feira, 22 de maio de 2012
Apego. Uma pedra que queima a mão mas...
terça-feira, 8 de maio de 2012
Uma pergunta bem feita, às vezes, vale mais do que a resposta.
terça-feira, 24 de abril de 2012
Cliente misterioso – o freguês SEMPRE será SUA MAJESTADE.
Os estudos qualitativos e quantitativos realizados pelos institutos de pesquisa, tanto os públicos como os privados, apontam que o Brasil passa por um momento de explosão de consumo de bens e de serviços.
Essa ocasião peculiar de nossa economia é resultado de uma expressiva e alardeada mudança na estratificação social – milhões de pessoas nestas ultimas duas décadas tiveram melhoria da renda familiar. Temos mais consumidores de carros, um número maior de pessoas vai aos cinemas e a restaurantes, o telefone móvel “apita” nas mãos de mais da metade da população do país. As pessoas viajam mais para locais aonde podem contar e pagar por serviços de estabelecimentos de hospedagem. Enfim, o brasileiro de classe médio de 2012 é outro se comparado com o de 1992.
Mas esse cenário de maior quantidade de dinheiro circulante pode criar a ilusão para alguns de que existe público consumidor para tudo e todo tipo de serviço e produto que surja no mercado. Ledo engano. O consumidor é mais exigente.
O programa MUNDO S/A da GloboNews exibiu uma reportagem sobre uma valiosa técnica pouco utilizada pelas médias e pequenas empresas brasileiras na hora de entender a satisfação da clientela. A atividade é a chamada “Cliente Oculto” (tradução livre para Mystery Shopping)
Mas de onde vem essa idéia de cliente oculto?
O que justifica a técnica: ninguém é melhor do que o cliente para avaliar, sugerir ou criticar um produto ou serviço. O cliente tem o poder de escolher, aceitar ou recusar aquilo que lhe é oferecido. É do cliente que emana a palavra final.
E como é o trabalho de um cliente misterioso?
O professor de marketing David Aaker em seu almanaque “Pesquisa de Marketing” assim exemplifica: ”... um disfarce de cliente para descobrir o que acontece durante uma interação normal entre o consumidor e lojista, o atendente de banco ou os departamentos de atendimento e reclamação.” *
É importante salientar que alguns teóricos classificam a técnica como estudo qualitativo e outros como uma atividade de observação.
Quando bem planejada e realizada ela prove o interessado (empreendedor) de informações muito realísticas sobre o seu negócio. A visita de um “freguês” oculto levanta conteúdo para treinamento de colaboradores e até o desenvolvimento de protocolos. Tudo isso baseado nas informações dadas pelo cliente misterioso.
Nos Estados Unidos, na Europa e agora no Brasil essa atividade é desenvolvida por empresas que atuam através de projetos customizados. Pessoas são treinadas para observarem aspectos específicos de um produto, um atendimento, um serviço, etc.
Entretanto, corporações dos setores das telecomunicações e financeiro têm utilizado o trabalho de “cliente-misterioso” para fins de auditoria.
Uma auditoria é um exame metódico das atividades desenvolvidas, por exemplo, em uma loja franqueada. O objetivo é a apuração cuidadosa de quanto o franqueado e seus colaborados estão atuando de acordo com as disposições estabelecidas previamente em contrato. É a verificação do seguimento de uma padronização visual e de atendimento.
Existe uma grande diferença entre os atores das duas atividades. Auditores são profissionais com curso superior, são certificados por órgão de classe, tem remuneração pré-estabelecida. Pessoas que atuam como clientes-misteriosos não necessariamente possuem formação universitária e são remunerados até mesmo com bonificações e brindes.
Essas distinções impactam fortemente na diferença de custos finais de um trabalho de auditoria e de um estudo apoiado em “clientela-misteriosa”. Ou seja, o custo de uma auditoria é significativamente superior ao de uma observação simulada.
Voltando ao tema dessa postagem, hoje o exigente consumidor conta ademais com um instrumento muito poderoso, a Lei nº. 8.078, de 11 de setembro de 1990. Ela é mais conhecida como Código de Direitos do Consumidor. Ela influiu enormemente na disposição que os consumidores têm hoje em adquirir um produto. Os impactos dessa normativa são temas de inúmeros projetos de pesquisa qualitativa realizados no Brasil, 22 anos após a ratificação da lei. Mas isso é assunto para uma nova conversa...
* “Pesquisa de Marketing” Aaker, David -(Editora Atlas).
sábado, 21 de abril de 2012
O que estrangeiros não sabem sobre os negros brasileiros... E muito provavelmente os brasileiros também não.
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Um estudo sobre os sentimentos
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Os números não responderam
São 20,2%... Esse foi o percentual de votos conquistados por Marina Silva e Plínio de Arruda Sampaio, respectivamente a terceiro e o quarto colocados na primeira votação para presidência da Republica em 30 de outubro. O país amanheceu no dia seguinte em polvorosa. Viam-se as pessoas discutindo sobre o que teria acontecido para que as tendências apontadas pelos institutos de pesquisa de vitória plena e absoluta da candidata Roussef no 1º turno não se confirmassem.
O governo Lula crente que conseguiria transferir a totalidade dos seus mais de 70% de aprovação popular para a candidata já se preparava para liquidar a fatura eleitoral.
Uma das analises que se pode fazer é sobre a primazia que foi dada às estudos baseados quase que exclusivamente nas metodologias quantitativas. Foi a crença cega de que os dados antecipavam inegavelmente o que aconteceria.
Poucas pesquisas qualitativas provavelmente foram realizadas, o que não possibilitou uma sintonia fina dos articuladores das campanhas eleitorais com um fato: um significativo percentual dos brasileiros quer mais do que esta sendo colocado pelos postulantes ao cargo de mandatário da nação.
Em torno de vinte milhões de eleitores no Brasil não quer que as pessoas mais pobres só tenham reforço na capacidade de consumo. Eles provavelmente querem um programa de transferência de renda aliado a uma estrutura instrucional mais ativa e eficaz na capacitação do povo. Vinte milhões de eleitores querem um brasileiro mais informado e com capacidade de se bem situar neste mundo globalizado.
Entre esses vinte milhões de eleitores muitos são pequenos e médios empresários sedentos de um executivo que tenha coragem de discutir e propor uma reforma tributária que desonere a produção, o comercio e a classe média.
As urnas cantaram para os dois candidatos que agora iniciam novo embate que as discussões mais profundas sobre o Brasil se farão fundamentais. Aquele que as escutar e se colocar disposto a discutir terá mais chances.
segunda-feira, 28 de junho de 2010
A Pesquisa de Orçamento Familiar e o Estatuto de Igualdade Racial.
“... a POF evidencia que o ritmo da redução das desigualdades tem perdido feio para o crescimento da Economia.” (Estado de Minas- Editorial -26-06-2010)
Dois fatos marcam essa segunda quinzena de junho de 2010: a apresentação dos resultados da Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) realizada no biênio 2008-2009 pelo IBGE e aprovação pelo Senado Federal do Estatuto da Igualdade Racial, que ainda depende da sansão presidencial para se tornar lei.
Eles têm entre si uma interseção muito importante no que se refere à população negra (pretos e pardos).
Pensemos. O exercício do consumo, desde que bem orientado e alicerçado dentro do conceito positivo de Sustentabilidade, é fator preponderante no fortalecimento e na segurança da nação. Tivemos prova cabal quando da bancarrota financeira de 2009, as medidas tomadas pelos governos dos países emergentes, entre eles o Brasil, de incentivo ao consumo, promoveram a blindagem de seus cofres nacionais que os permitiram atravessarem a tempestade relativamente ilesos.
O estudo do IBGE informou que numa média, uma família chefiada por uma pessoa branca gasta 89% mais do que a chefiada por um preto. Esse cotejamento entre essas realidades econômicas descobre uma vala abissal entre as realidades da força de consumo entre brancos e negros no país.
Entretanto o cenário é favorável quando pensamos em oportunidade de desenvolvimento nacional, Os investimentos financeiro, tecnológico, instrucional e infra-estrutural que a sociedade brasileira terá que fazer em si própria para vencer esse abismo econômico-racial são gigantescos. Se não fizermos corremos o risco real de perdermos essa locomotiva do desenvolvimento global. Esses investimentos garantiram com seus frutos uma sobrevivência com menores solavancos, uma vez que os economistas nos alertam que as crises são cíclicas.
A discussão sobre o Estatuto de Igualdade Racial, à luz dos dados da POF, mesmo neste estagio de aprovação legislativa é basilar quando o país terá 50,3% de sua população de alguma forma afetada por essa regulação uma vez aprovada.
O Brasil, para sua segurança e futuro financeiro, de suas instituições governamentais, econômicas e empresarias pode encontrar distintivos positivos se souber enxergar esse tesouro a céu aberto que é a criação e fortalecer consumidor afro-brasileiro nunca enxergado seriamente. Uma oportunidade impar de investimento na formação de uma potente e nova massa consumidora. Somos o maior país negro fora da África.
Se soubermos, podemos tornar real e aplicável um Estatuto a serviço do país e de suas futuras gerações.